02/11/2012

Home sweet home...or whatever.


Estou cansada. Estou rabugenta. E estou cheia de sono. Aliás eu acordo com sono que é ainda pior!
Desde que decidimos mudar de casa e fazer "ligeiras" alterações na casa nova que a nossa vida virou um acampamento cigano. Não tenho tempo para nada e o pouquississississississimo tempo livre que tenho é para tomar um belo duche de água quente, porque no meio de todo este circo o Outono chegou armado em Inverno!
Quando encontrámos a nova casa, em Junho passado, fomos avisados que o prédio entraria em remodelações e que essas remodelações afectariam directamente o nosso espaço. Entre arquitectos, engenheiros, mestres de obras, cimento, tubagens e atrasos em todos os prazos, lá fizemos a nossa vidinha acreditando que a cada dia que passava o pior já tinha passado. WRONG!  


As remodelações condominiais deram-me tempo para fazer algo que sempre quis e nunca fiz: um projecto de decoração interior desde a fase 0...ou -1...ou -5. Desde as tintas, ao parquet, passando pelos azulejos ao feitio do rodapé, pode ser uma aventura interessante quando não é um grande tiro no escuro. Simultaneamente há que projectar. Consegui fazer um projecto (amador) computurizado, que serviu magistralmente todos os meus intentos. Pois se de matemática não dou uma para a caixa facto é que, por qualquer razão que desconheço, o divino presenteou-me com uma noção de espaço e de medição absolutamente infalível. Tenho cá para mim que esta capacidade foi adquirida graças aos  saltos dos sapatos. Nunca erraria na distinção entre um sapato com um salto de 10cm e um de 12cm. 
É claro que recorrer a decoradores, designers e projectistas profissionais, seria bastante mais rápido e poupar-me-ía algumas dores de cabeça, mas das duas vezes que tentei aproximar-me desses seres dei por mim a explicar-lhes da "poda". 
Se excluirmos a parte dos prazos (um martírio!), o pó que fazem as serras eléctricas, o barulho com os martelos, o lixo pelo meu novo chão (aiiiiiii!), lidar com os mestres é a tarefa mais fácil, pois qualquer que seja o dilema, são sempre pessoas muito hábeis, com trunfos na manga e malas tipo Sport Billy. 


No entretanto, a casa já foi invadida por tudo o que são objectos de grande volume, tipo sofá, cama, mesa de jantar, etc. Eu não queria fazer esta mudança enquanto ainda se pintam paredes, mas uma grua é uma grua e incomoda muita gente. Uns podem não respeitar prazos, mas outros há que nem uma abébia dão. O condomínio foi um desses. Não houve abébias e tivemos mesmo de respeitar os horários para fazer a mudança "e rapidinho que isto vive aqui gente"!  
Ora tudo isto significa que estamos a viver entre duas casas, com a máquina de café dentro do carro e a reutilizar a mesma chávena para o beber, pois tudo o resto está encaixotado até nova ordem. Que é como quem diz, até que os senhores mestres de obras tenham piedade da minha alma e me permitam um momento de paz e tranquilidade. 

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